quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"...e joga fora no lixo!!!!"


Bom, depois que voltei a ser estudante, uma das muitas coisas que adquiri com a mudança foi voltar ao meu hábito de fazer exercícios regularmente! Aqui em São José dos Campos, cidade na qual moro hoje, conheci no doutorado um cara muito centrado, gente fina, aquelas boas surpresas que a vida nos reserva! O Lucas, além de ser gente da mais alta estirpe, adora correr e tem sido um dos meus parceiros nas corridas rotineiras no parque Santos Dumont noite a fora... Durante uma corrida, ele me ensinou uma técnica fantástica de esvaziar a cabeça! Estávamos conversando durante a corrida (já estamos com gás para isso) e ele me falou que a corrida para ele servia como uma válvula de escape, que durante a corrida a vida parecia mais fácil, os problemas menores etc etc... Mas o que realmente me chamou a atenção foi o fato de que ele, toda vez que pensa em algo durante a corrida que ele deseja descartar da sua mente, ele bota a mão na cabeça, como quem quizesse arrancar alguma coisa de dentro dela simbolicamente e fica de punho serrado até passar em frente a uma lata de lixo e joga o que carregava em sua mão fora, sem parar de correr ele descarta o pensamento no lixo, até porque não é um lixo que pode fazer com que paremos de correr, ele não merece isso de nós, é lixo, não é importante... Mas depois de jogar no lixo, Zé Renato, esquece até o lixo que você usou para não correr o risco de ficar acumulando coisas descartáveis no sistema cerebral, ok??

domingo, 10 de agosto de 2008

ASTRONAUTA I


Astronauta tá sentindo falta da Terra?
Que falta que essa Terra te faz?
A gente aqui embaixo continua em guerra
Olhando aí pra lua implorando por paz
Então me diz: por que que você quer voltar?
Você não tá feliz onde você está?
Observando tudo a distância
Vendo como a Terra é pequenininha
Como é grande a nossa ignorância
E como a nossa vida é mesquinha
A gente aqui no bagaço, morrendo de cansaço
De tanto lutar por algum espaço
E você, com todo esse espaço na mão
Querendo voltar aqui pro chão?!
Ah não, meu irmão... qual é a tua?
Que bicho te mordeu aí na lua?

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu
(créditos a Gabriel, o pensador)

ASTRONAUTA II


Eu vou pra longe, onde não exista gravidade
Pra me livrar do peso da responsabilidade
De viver nesse planeta doente
E ter que achar a cura da cabeça e do coração da gente
Chega de loucura, chega de tortura
Talvez aí no espaço eu ache alguma criatura inteligente
Aqui tem muita gente, mas eu só encontro solidão
Ódio, mentira, ambição
Estrela por aí é o que não falta, astronauta
A Terra é um planeta em extinção

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu
(créditos a Gabriel, o pensador)